Características dos Modelos TCP/IP e OSI

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Confira neste artigo um resumo a respeito das Características dos Modelos TCP/IP e OSI ótimo para alunos de cursos de tecnologia da informação.


Como tive que escrever um artigo para a minha pós em redes de computadores resolvi postar ele aqui para ajudar todas as pessoas que estejam buscando informações e materiais sobre os Modelos TCP/IP e OSI.

Abstract: Had the great necessity of interaction between heterogeneous products and services, the study and understanding of the models and protocols of communication they are of basic importance. Being thus, this article looks for to present the main characteristics and differences of the models TCP/IP and OSI.

Resumo: Devido a grande necessidade de interoperabilidade entre produtos e serviços heterogêneos, o estudo e compreensão dos modelos e protocolos de comunicação são de fundamental importância. Sendo assim, este artigo procura apresentar as principais características e diferenças dos modelos TCP/IP e OSI.

1. Introdução
Assim como o modelo OSI o modelo de comunicação TCP/IP (Transmission Control Protocol/Internet Protocol) tem como objetivo suprir a necessidade de interligação e comunicação entre diferentes equipamentos.

No entanto o TCP/IP não foi desenvolvido pra ser um protocolo padrão de comunicação, mas sim para atender uma necessidade específica de conexão do Governo Americano, diferentemente do modelo OSI que foi criado com intuito de ser um modelo a ser seguido pelos diferentes fabricantes de equipamentos.

Portanto este trabalho irá apresentar um breve histórico dos dois modelos, suas características específicas, assim como algumas das principais diferenças entre os mesmo.

2. Histórico
As grandes corporações foram às primeiras que utilizaram os computadores para processamento comercial, onde o modelo utilizado era totalmente centralizado.
Sendo que tais computadores habitavam grandes salas, os chamados Centros de Processamento de Dados ou CPD’s.
No início dos anos 60 foram criados os primeiros protocolos de comunicação BSC-1 (Bynary Synchronous Communications) para transmissão de informações remotas em batch, e BSC-3 (ou poll select) que permitia a integração do usuário com o sistema através de terminais, ou seja, o processamento on-line. Esses avanços tecnológicos proporcionaram um alto grau de conectividade para os sistemas da época, impulsionando novos avanços.
A partir desse ponto, foram desenvolvidos vários tipos de mainframes para disputar o mercado, cada um deles utilizava uma arquitetura de rede própria e incompatível entre si, como por exemplo o SNA (IBM), o XNS (Xerox) e o DECNET (Digital).
Os problemas começaram a surgir quando os usuários tiveram necessidade de interconectar os diferentes sistemas entre si, evidenciando assim as incompatibilidades: os aplicativos, placas de memória, expansões de terminal, placas controladoras e demais componentes geralmente só funcionavam se pertencessem ao mesmo fabricante do mainframe, fazendo com que os usuários ficassem praticamente “presos” a um único fornecedor.

3. Modelo TCP/IP

Projetado sem que se conhecessem ainda as camadas do modelo OSI (fonte), e conforme citado na introdução deste trabalho não foi criado para ser um padrão, mas sim para atender necessidades de conexão entre os vários projetos do Departamento de Defesa dos EUA, incluindo sua rede de computadores(fonte).

3.1 Host/rede
No modelo TCP/IP não é especificado nada no nível de host/rede. Apenas informa que o host deve se conectar ao meio físico utilizando um protocolo, a fim de que seja possível enviar pacotes IP. Este protocolo não é definido. O TCP/IP se baseia no uso de outros protocolos padrão para efetuar a conexão.

3.2 Inter-rede
O nível inter-rede possui a tarefa de fazer com que pacotes enviados em um ponto da rede cheguem ao seu destino, independente de falhas ou erros em partes da rede. Neste caso é possível que os pacotes cheguem ao destino em ordem contrária da que partiram, obrigando as camadas superiores a reorganizar tudo.
O protocolo definido nessa camada para o modelo TCP/IP é o protocolo IP, e o roteamento é de fundamental importância.

3.3 Transporte
A camada de transporte tem como objetivo principal permitir que os hosts de origem e destino conversem independente da distância.

3.4 Aplicação

A camada de aplicação contém os protocolos de alto nível, possuindo funções semelhantes às do nível de aplicação do modelo OSI.

4. Modelo OSI

Visando facilitar o processo de padronização e obter interconectividade entre máquinas de diferentes fabricantes, a Organização Internacional de Padronização (ISO – International Standards Organization) aprovou, no início dos anos 80, um modelo de referência para permitir a comunicação entre máquinas heterogêneas, denominado OSI (Open Systems Interconnection). Esse modelo serve de base para qualquer tipo de rede, seja de curta, média ou longa distância

4.1. Física
A camada física provê características físicas, elétricas, funcionais e procedimentos para ativar, manter e desativar conexões entre duas partes. Ela está ligada diretamente à transmissão de bits primários por um canal de comunicação.

4.2. Enlase
Providencia maneiras funcionais e procedimentos para estabelecimento, manutenção e liberação de enlace de dados entre as entidades da rede. Os objetivos são providenciar a transmissão de dados para a camada de rede e detectar, e possivelmente corrigir, erros que possam ocorrer no meio físico.

4.3. Rede
Estabelece uma conexão lógica entre dois pontos, cuidando do tráfego e roteamentos dos dados da rede.

4.4. Transporte
A principal função da camada de transporte é receber dados da camada de sessão, dividi-los em unidades menores caso haja necessidade, transmitir os mesmo para a camada de rede e assegurar que todas essas “peças” chegaram corretamente.

4.5 Sessão

Gerencia todas as atividades das camadas inferiores.

4.6. Apresentação
Sua função é a interpretação e manutenção da sintaxe e semântica quando da execução de aplicações remotas, estabelecendo um formato de dados comum entre nós de comunicação.

4.7 Aplicação
Esta camada faz a conversão entre os diversos tipos de terminais, controles de operação, mapeamentos de memória para os terminais, controle de transferência de arquivos, e-mail, seleção da disciplina de diálogo e outras facilidades.

6. Conclusão

Este trabalho apresentou algumas características dos modelos TCP/IP e OSI, e dessa maneira podemos verificar as diferenças entre os mesmo, na qual o modelo TCP/IP foi desenvolvido para solucionar um problema pontual e acabou se tornando um padrão entre os fabricantes de hardware.
Enquanto o modelo OSI foi desenvolvido para se tornar um padrão e solucionar o problema comunicação entre máquinas heterogêneas

7. Referências
TANENBAUM, Andrew C. Redes de Computadores – 3a edição. Ed.Campus, Rio de Janeiro, 1997.



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